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E-mail marketing para o lead que ainda não comprou

Walber WatanabeWalber WatanabePublicado em 26/11/2023Atualizado em 12/10/20264 min de leitura
E-mail marketing para o lead que ainda não comprou

O orçamento foi enviado numa terça-feira. O cliente disse que ia ver com o sócio. Três semanas depois, ele não ligou de volta, e ninguém da sua equipe ligou para ele. O orçamento continua aberto no sistema, sem dono. Quando o cliente voltar a pensar no assunto, o fornecedor que estiver na cabeça dele leva o pedido.

Por que o orçamento esfria

Em venda por orçamento, poucas propostas fecham no primeiro contato. Quem compra precisa comparar, consultar outra pessoa e esperar a verba. Enquanto isso, o vendedor faz o que é natural: atende primeiro o pedido que chegou hoje. O orçamento de três semanas atrás sai do radar sem que ninguém decida isso.

O e-mail cobre esse intervalo. Ele lembra o cliente da proposta, responde à dúvida que ficou e mostra um caso parecido, sem depender da memória do vendedor. A automação envia a mensagem na data certa. Quem fecha a venda continua sendo o vendedor, avisado quando o cliente responde.

Há uma razão a mais para começar pelo e-mail. A lista de contatos é da sua empresa. O seguidor no Instagram depende da plataforma, e o contato no CRM continua com você mesmo que a rede social mude as regras amanhã.

Uma sequência para o orçamento parado

A sequência abaixo é um ponto de partida para quem vende por orçamento. Cada e-mail sai do nome do vendedor, em texto simples, com uma ação só:

  1. Dois dias depois da proposta: um resumo do que foi orçado e uma pergunta, como “Ficou alguma dúvida sobre o prazo?”.
  2. Uma semana depois: um caso de cliente parecido, com o problema que ele tinha e o que mudou.
  3. Duas semanas depois: a resposta para a objeção que o seu comercial mais ouve, seja preço, prazo ou pedido mínimo.
  4. Um mês depois: uma pergunta direta, como “Sigo com a proposta ou encerro por agora?”.

O último e-mail pede uma decisão que o cliente consegue dar numa linha. Quem diz “encerra” também ajuda: o orçamento sai da lista de abertos e a previsão de vendas fica mais honesta.

A sequência para quando o cliente responde. A resposta vira uma tarefa para o vendedor no CRM, e ele continua a conversa por telefone ou WhatsApp. Nada é mais estranho para o cliente do que responder a um e-mail e, dois dias depois, receber o próximo da sequência como se nada tivesse acontecido.

Alguns cuidados de escrita valem para os quatro e-mails. Assunto curto, com o nome do cliente ou do projeto. Uma ideia por mensagem. Nada de imagem pesada ou layout de propaganda: e-mail de vendedor tem cara de e-mail de vendedor. E a assinatura com nome, cargo e telefone de quem fez a proposta.

Orçamento sem próximo passo marcado não está em negociação. Está esperando alguém lembrar dele.

E o lead que ainda não pediu orçamento

O mesmo raciocínio vale um passo antes. Quem baixou um material, assinou a newsletter ou pediu contato e não avançou também está numa fila sem dono. Para esse público, a sequência é mais lenta e fala do problema, e não da proposta: um artigo que responde à dúvida mais comum do setor, um caso de cliente, um convite para a conversa. A lista se forma no próprio site, com um formulário curto e a promessa clara do que a pessoa vai receber.

O que medir na sequência

A taxa de abertura deixou de ser confiável desde que o Apple Mail passou a carregar as mensagens automaticamente, em 2021, o que conta como abertura mesmo sem leitura. As medidas que contam ficam mais perto da venda: quantos orçamentos em aberto existem e há quanto tempo, quantos clientes responderam a algum e-mail, quantos orçamentos foram reabertos e quantos fecharam depois de 30 dias. O descadastro também entra na conta, porque mostra quando a sequência está insistindo demais.

Imagine uma empresa que envia 40 orçamentos por mês e fecha 10 sem nenhum acompanhamento. Sobram 30 parados. Se a sequência reabrir 4 desses 30, e metade dos reabertos fechar, são 2 vendas a mais por mês, com o trabalho de escrever 4 e-mails uma vez. (Ilustrativo.)

O que fazer primeiro

Exporte do CRM, ou da planilha, os orçamentos enviados nos últimos 90 dias que não tiveram resposta. Conte quantos são e quanto somam em reais. Esse é o valor que está parado hoje. Depois, escreva o e-mail 4 da sequência e envie para os mais antigos, do nome do vendedor que fez cada proposta.

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O valor parado em orçamentos da sua empresa depende do ticket, do ciclo de venda e de como o comercial acompanha cada proposta, e é isso que olhamos no Diagnóstico de Marketing e Receita: uma conversa de 45 minutos e, em até 2 dias úteis, uma página com onde está a perda e o que corrigir primeiro. Não há custo.

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